Análise estratégicaDos temas essenciais a decisões jurídicas fundamentadas
Os quatro blocos relacionam os dez subtemas com riscos relevantes, decisões, responsabilidades de governação, aplicação de medidas e qualidade dos elementos de prova.
01
Deveres de diligência e enquadramento regulatório
Governação das FinTech, articulação das três linhas de defesa e modelos operacionais de gestão do risco de criminalidade financeiraIntegração digital de clientes, KYC, verificação de identidade e integridade do clientePagamentos instantâneos, monitorização de transações e decisões sobre risco em tempo real
Este eixo começa pela delimitação das obrigações e dos interesses associados a «Governação das FinTech, articulação das três linhas de defesa e modelos operacionais de gestão do risco de criminalidade financeira», «Integração digital de clientes, KYC, verificação de identidade e integridade do cliente» e «Pagamentos instantâneos, monitorização de transações e decisões sobre risco em tempo real». As obrigações de diligência, a origem dos fundos, o beneficiário efetivo e os movimentos financeiros têm de ser analisados à luz do risco concreto e das regras efetivamente aplicáveis. A abordagem identifica responsabilidades, direitos, prazos e informação ainda por apurar. A estratégia é ajustada à materialidade dos riscos, aos intervenientes relevantes e às exigências da atuação administrativa ou judicial.
02
Controlo do risco, operações e supervisão
Fraude nos pagamentos, fraude em pagamentos autorizados (APP), contas-mula e apropriação indevida de contasVerificação de sanções, titularidade, controlo e pagamentos transfronteiriçosBanca aberta e interfaces de programação (API), finanças integradas e risco de plataforma
A prevenção e o controlo exigem uma abordagem coordenada de «Fraude nos pagamentos, fraude em pagamentos autorizados (APP), contas-mula e apropriação indevida de contas», «Verificação de sanções, titularidade, controlo e pagamentos transfronteiriços» e «banca aberta e interfaces de programação (API), finanças integradas e risco de plataforma». Importa definir níveis de controlo, critérios de alerta e responsabilidades entre a primeira, segunda e terceira linhas, sem confundir monitorização automatizada com decisão jurídica fundamentada. Devem existir instrumentos proporcionados de prevenção, linhas claras de reporte e testes à eficácia dos controlos. O resultado esperado é uma decisão fundamentada, acompanhada de um plano de execução e de documentação que permita avaliar a sua eficácia.
03
Investigação, prova e resposta às autoridades
Aquisição de operações de pagamento, pagamentos em plataformas digitais e branqueamento de capitais através de transaçõesCibersegurança, identidade digital, integridade dos dados e controlos apoiados por inteligência artificial
A resposta a irregularidades, incidentes ou controvérsias implica examinar «Aquisição de operações de pagamento, pagamentos em plataformas digitais e branqueamento de capitais através de transações» e «Cibersegurança, identidade digital, integridade dos dados e controlos apoiados por inteligência artificial». Perante suspeitas de fraude, branqueamento ou violação de sanções, a preservação da prova e a qualidade das comunicações com as autoridades condicionam a defesa da organização. A recolha de provas, o exercício do contraditório e o respeito pelos direitos de defesa determinam a resposta adequada. A gestão dos riscos exige que as opções sejam documentadas e periodicamente reavaliadas à luz dos factos e do quadro normativo aplicável.
04
Remediação, confiança e continuidade financeira
Investigações regulatórias, resposta a incidentes e remediação fundamentada em provasMonitorização contínua, resiliência operacional e transformação de modelos FinTech
A consolidação de resultados depende da avaliação continuada de «Investigações regulatórias, resposta a incidentes e remediação fundamentada em provas» e «Monitorização contínua, resiliência operacional e transformação de modelos FinTech». A resposta sustentável combina correção de falhas, revisão de relações de negócio e documentação das decisões de aceitação, restrição ou cessação de risco. As medidas corretivas devem ser documentadas, acompanhadas e ajustadas quando os resultados o exijam. A análise permite hierarquizar as questões relevantes, definir a sequência das diligências e documentar as razões de cada decisão.